Continuação capítulo 14
13- Também entre risos chora o coração, e a alegria acaba em aflição.
14- O insensato saciará de sua conduta, e o homem bom de suas obras.
15- O ingênuo crê em tudo, o sagaz presta atenção em seus próprios passos.
16- O sensato é cauteloso e afasta-se do mal, o néscio lança-se confiante.
17- O de gênio vivo faz loucuras, o reflexivo sabe aguentar.
18- O ingênuo enfeita-se com a insensatez, o sagaz coroa-se de sabedoria.
19- Os maus desdobram-se diante dos bons, e os perversos à porta dos honrados.
20- O pobre é odioso até para seu companheiro, o rico tem muitos amigos.
21- Quem despreza seu próximo peca; feliz é quem compadece-se pelos pobres.
No primeiro versículo desta segunda parte deste capítulo, temos uma interessante questão implícita a ser observada. Não reencarnamos necessariamente para sofrer! Todo sofrimento é o resultado da negação, dos compromissos que nós assumimos na erraticidade. Esta negatividade causa-nos uma série de transtornos, que culmina fatalmente em SOFRIMENTO; e um dos piores é a DEPRESSÃO. A estas pessoas que renegam a sua condição socioeconômica ou familiar, denomina-se FILHO DO CALVÁRIO.
Para este estado psíquico, não existe classe social; ele está em todas elas. Quando estiver recebendo o que deu de BOM em vidas passadas, tudo é felicidade; ao passo que, ao receber o que deu de MENOS BOM em vidas passadas, estará em SOFRIMENTO. Assim é a vida DOS FILHOS DO CALVÁRIO, em uma reencarnação. Hora cai no FOGO, ora cairá na ÁGUA. Mas existe uma forma de evitar este sofrimento, e ao mesmo tempo resgatar nossas dividas com a LEI DIVINA.
A formula para isso chama-se: CONHECIMENTO das questões espirituais, e por conseguinte ter a FÉ RACIOCINADA. ACREDITAMOS, PORQUE COMPREENDEMOS O FENÔMENO. Então não estaremos mais na condição de "filhos do calvário;" pois nos conscientizamos que somos ESPÍRITOS INFINITOS E EM CONSTANTE EVOLUÇÃO; e esta evolução somente é conquistada, com uma profunda e sincera purificação do SENTIMENTO, através da VONTADE, FORÇA DE VONTADE E PERCISTÊNCIA. Estes são os bens que a traça não pode destruir. São os valores morais e intelectuais, conquistados pelo Espírito IMORTAL, em uma reencarnação.
Não estamos neste vale de misérias, que ainda é o mundo material denso, somente para sofrer. Porém, mesmo se o caminho que nos conduz à porta estreita da salvação seja difícil e espinhoso, o enfrentaremos não na condição de "Filhos do Calvário," e sim como filhos de Deus; pois agora, já aprendemos a fazer a sua soberana vontade.
Fim do capítulo 14.
Muita Paz.
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