"Por isso o reino do céu pode comparar-se a um certo rei que quis fazer contas com os seus servos." (Mateus, 18: 23 a 34).
Aqui, Jesus preferiu tomar como exemplo, um monarca que tinha misericórdia no coração, coisa raríssima naquela época e também hoje.
O rei em questão, possuía um servo que lhe devia uma grande quantia em dinheiro. Ao ser pressionado pelo soberano, sob ameaça de ter ele e sua família vendida como escravos e confiscados seus bens a fim de que pagasse sua dívida, o servo alega não possuir tal quantia naquele momento; apela então para a misericórdia do rei, pedindo um prazo para quitar a dívida.
Diante do desespero do servo, o monarca resolve conceder-lhe mais um tempo.
Saindo da presença do rei, aquele servo encontra pelo caminho, uma pessoa que lhe devia também uma certa quantia em dinheiro. Usando de violência, o servo do rei exige que o pobre homem pague a dívida. Prostrando aos pés do servo real, o outro homem roga-lhe misericórdia pedindo-lhe um prazo para pagamento da dívida, o que é negado pelo credor.
Sabendo da dureza do coração do seu servo, o rei manda chama-lo a sua presença, dizendo: servo malvado, não soubeste retribuir a misericórdia que recebeste de mim. Assim entregou o servo ao castigo.
Esta é uma lição de enorme importância para todo aprendiz das Letras Evangélicas.
Quando encarnamos, trazemos em nosso íntimo uma certa "quantia" de compromissos, que assumimos perante a Lei Divina. Como Espíritos devedores que somos, é de nossa obrigação e responsabilidade quitar todo compromisso assumido, para ficar livre de todo ônus que contraímos em vidas passadas perante a Lei Maior.
No entanto, a grande maioria dos homens não honram com este compromisso, e ainda contraem mais ´"dívidas", quando não tem misericórdia para com os seus irmãos; explorando-os através da usura ou o trabalho excessivo, e não dando a eles a mesma oportunidade que receberam da Providência Divina. Assim serão julgados pela própria consciência, pois a Lei de Deus está escrita na consciência de cada ser humano.
Todo os bens materiais que conquistamos na Terra, são empréstimos concedidos a nós por Deus, para que também nós retribuíssemos com os irmãos mais necessitados. Ao invés disso, egoisticamente, preferimos acumular tesouros que a traça come. O que levaremos para a pátria espiritual, serão somente os bens imperecíveis conquistados pelo Espírito Imortal na forma de conhecimentos. Portanto, estejamos atentos.
Muita Paz.
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