A Saturação Como Força Evolutiva.
No grande palco da criação, tudo pulsa em ciclos. Nada permanece estático. O universo inteiro - em sua magnificência silenciosa - é regido por Leis Imutáveis, e entre elas, existe uma que revela-se com poder inquestionável; a Lei de Saturação.
Tudo nos Universos satura. Planetas cumprem seus ciclos evolutivos e, após prestarem seus serviços no concerto cósmico, desintegram-se retornando ao pó estelar. Estrelas, esgotam seu combustível, explodindo em supernovas ou colapsam em buracos negros, originando novos estados da matéria e energia. Assim, também, os sistemas solares, as Galáxias e os próprios Universos. Nada escapa à força que impele a transformação.
O Espírito humano, enquanto matéria na quinta essência, também não escapa desta Lei. Quando o Espírito atinge o ponto de saturação, das experiências materiais, morais e intelectuais - sejam boas ou menos boas - ela observa-se impelida ao salto. Já não lhe satisfaz o que antes buscava com fervor. Surgindo o vazio, o cansaço, a inquietação sagrada - sinais do clímax - do ciclo anterior. É nesse ponto que o Espírito, curvando-se à necessidade de renovação, opta pela mudança. Surge o salto quântico da consciência; a busca por novos horizontes do ser; dotado do saber e do servir.
A Lei de Saturação não é punição, é IMPULSO DIVINO. É engrenagem secreta que move mundos e almas. É o apelo silencioso do Pai Celestial, chamando cada centelha, de volta a origem, após o esgotamento das ilusões e dos prazeres efêmeros.
Na Terra, quantos já não sentem-se saturados das repetições, das vaidades, das dores cíclicas? Esses são os despertos - aqueles que - instintivamente, ouviram os compassos do Tempo Cósmico, pedindo passagem para um novo amanhecer espiritual.
Continua.
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