"O Cristo, o Rei de Israel, desça agora da cruz, para que o vejamos e acreditemos." (Marcos, 15:32.)
Fé verdadeira, é aquela cuja base é o raciocínio e por isso mesmo, pode encarar a razão sempre. O que estiver fora disto é apenas fé cega e fanática; e por isso mesmo, efêmera e fumacenta. Aqueles - como narra Marcos - que exigiram de Jesus, descer do madeiro infamante para crer, jamais poderiam ter fé com tanta prepotência e orgulho. Como se o Mestre necessitasse de provar algo a eles, ou a quem quer que fosse. Jesus veio ao mundo para salvar o que estava perdido! E apenas, com um pequeno grupo de amigos fiéis, saindo de uma aldeota totalmente desconhecida, legou ao mundo a mensagem redentora; que ainda continua a ecoar nos quatro cantos da Terra.
Ouçam-na, aqueles cuja fé não necessita de provas! Pois a palavra do Senhor lavou seus corações, com a água viva de vida eterna - a mesma que foi oferecida a mulher samaritana - na fonte de Jacó, por Jesus. Estes receberam-na com amor, fé inabalável e confiança no Criador. Jamais necessitam pedir provas ao Mestre, pois possuem olhos de ver e ouvidos de ouvir; proporcionados por sua fé, na conquista do Reino de Deus. Porém, esta descrença não é comum apenas no povo em geral; percebemo-la em maior número, naqueles detentores de cultura, "ética e estéticas;" são propositadamente, como uma "circuncisão" psíquica; para distingui-los do populacho ignorante.
Assim, seguem a vida pedindo provas de tudo! Até mesmo, da própria imagem refletida no espelho da alma? Estes sempre foram surdos e cegos, diante das verdades eternas; e por isso não conseguem vislumbrar a Boa Nova do Reino de Deus. Ao contrário! O que percebem é somente as sombras que abundam seus corações incrédulos e áridos como deserto. Aqueles que exigiram que Jesus pulasse da cruz para crer, queriam apenas um espetáculo fora do comum. Mesmo depois de 2022 anos, ainda continuam exigindo milagres - que desafiem as Leis Imutáveis do Criador - para acreditar. Para estes, Jesus continua em silêncio!
Como o próprio Cristo disse: "O Reino de Deus não vem com aparências exteriores." (Lucas, 17:20-37.) Pois o Reino de Deus é conquista individual de cada ser humano no regaço do próprio coração. Quando aprendermos a equilibrar razão e sentimento, e o sentido de dizer: "Sim, sim; não, não; experimentaremos as delícias da redenção infinita. Trabalhemos incansavelmente no serviço da fé raciocinada, unindo-nos ao Senhor da Vida; e em nome dEle promovermos o bem ao semelhante. Conscientes que o mundo inferior, sempre exigirá - com malícia - provas materiais.
Muita Paz.
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