domingo, 7 de novembro de 2021

ECLESIÁSTICO.

 HUMILDADE.  

17- Filho meu, em teus assuntos age com humildade, e gostarão mais de ti que do homem generoso. 

18- Faze-te pequeno nas grandezas humanas; 

19- e alcançarão a misericórdia de Deus, 

20- pois é grande a bondade do Senhor, eLE revela seus segredos ao humildes.  

21- Não pretendas aquilo que te ultrapassa nem investigues o que é escondido de ti; 

22- atenda ao que recomendaram-te, pois não importa-te o escondido; 

23- não te preocupe com o que exceder-te, ainda que te mostrem coisas que te ultrapassem; 

24- são numerosas as opiniões dos homens, e suas loucas fantasias extraviam-nos! 

25- O teimoso sairá prejudicado; 

26- pois quem ama o bem o conseguirá; 

27- o teimoso acarreta desgraça para si próprio, o covarde acrescenta pecado a pecados. 

28- Onde faltam os olhos falta luz; onde falta inteligência, não existe sabedoria, pois não terá cura, é broto de má cepa. 

29- O sábio aprecia as sentenças dos sábios, o ouvido atento à sabedoria se alegrará. 

                      

                       Agora, o autor mostra-nos os valores imperecíveis da humildade; utilizando-se da simbologia do pai zeloso instruindo seu filho a cultivar os valores advindos da humildade, para que possa seguir sua caminhada enfrentando com  sabedoria, os tortuosos caminhos que conduzem os homens a reeducação espiritual. Para tudo na vida dos reencarnados, é necessário ser humilde! Até mesmo para aceitarmos um presente ou uma ajuda da qual necessitamos. O orgulhoso, muitas vezes, prefere a penúria que aceitar ajuda, daqueles - que na sua concepção - são inferiores. 

                       Humildade é também sinônimo de aceitação; não revoltar-se com a própria condição social a qual vivemos; que também não quer dizer passividade. O orgulhoso não aceita instrução, pois considera-se mais sábio que os outros à sua volta; por isso, torna-se escravo do misticismo e das ilusões. Não sabendo separar a realidade das ilusões mentirosas, do mundo sombrio, e também do bem e do mal, torna-se escravo; vendendo-se em troca da satisfação dos sentidos materialistas e do poder efêmero. 

                        O genitor sábio e zeloso, instrui os filho(s) para que nunca deixem-se dominar pelo ego e nem pelo materialismo acumulativo, de bens que a traça come, para não cair no arrependimento tardio, da escravidão do mal. Um bom conselho está posto no versículo "21" quando o autor - citando exemplo do pai cuidadoso - recomenda ao filho, não insistir naquilo que escapa ao seus recursos mentais, somente para satisfação de sua própria vaidade.  E também, para nunca deixar-se dominar pelas fantasias humanas; pois estas impedem os homens - há séculos - de caminharem rumo ao Reino de Deus, como ensinou o Cristo Galáctico. 

Muita Paz.

                         








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