VALE MAIS AS ARTEMANHAS QUE FORÇA - 13 Outra coisa vi sob o Sol, sendo uma grande lição para mim. Existia uma certa cidade pequena, de poucos habitantes;
14- veio um rei poderoso e a cercou, montando contra ela fortes peças de assédio.
15- Havia na cidade um homem pobre, porém hábil, capaz de salvar a cidade com sua destreza, mas ninguém lembrou-se deste homem pobre.
16- E disse a mim mesmo! Vale mais a manha que a força, só que a manha do pobre é desprezada e ninguém presta atenção aos seus conselhos.
17- Isto porque escutam-se melhor as palavras tranquilas de um sábio, que os gritos de um capitão de néscios.
18- Apenas uma falha estraga muitos bens.
Na última parte do capítulo nove, temos um exemplo daquilo que o nosso personagem havia referido, sobre as vantagens da manha sobre a força bruta. Quando fala-se de manha é o mesmo que a inteligência e presença de espírito; saber aproveitar as chances que surgem em determinadas oportunidades; em resumo: é estar sempre atento às investidas dos adversários e provocadores.
O nosso personagem alerta também para o devido cuidado, em não julgar ninguém pela aparência e também, não subestimar alguém pela sua condição social. Tenhamos "olhos de ver e ouvidos de ouvir" sempre. Caso contrário, podemos ter surpresas desagradáveis em nossa jornada evolutiva sob o Sol. Não olvidemos que vaidade e cata de vento andam de mãos dadas.
Nem sempre a erudição e diplomas, são sinônimos de sabedoria; as vezes a solução dos problemas está na simplicidade e objetividade das palavras, de pessoas consideradas simplórias. A universidade não é necessariamente local de sabedoria; ela mais forma, que prepara. Na "guerra" da vida, valoriza-se mais a gritaria de capitães néscios, que a sabedoria silenciosa de simples soldados. Moral da história! Não sejamos escravos da vaidade.
FIM.
Muita Paz.
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