quarta-feira, 3 de maio de 2017

RESSUSCITAR.

"Disse-lhe Jesus: Teu irmão há de ressuscitar." (João, 11:23).
                 
                         Desde o concílio de Niceia em 325, d.c organizado pela vontade do imperador romano Constantino, reuniu bispos da futura igreja católica romana, com a finalidade de estabelecer a questão cristológica , entre Jesus e Deus Pai. Estabeleceu também a doutrina trinitária ou trindade; a construção do credo Niceno; e a promulgação da lei canônica.
                        A partir desta data, a chamada Igreja cristã "primitiva," que era praticada, segundo a pureza dos ensinamentos de Jesus, continuou na clandestinidade, como nos tempos das "catacumbas."
                       O conceito de "ressurreição, era considerado  entre determinada classe dos hebreus; cujo significado em grego é: levantar-se, ficar de pé.
                       Jesus usou este termo, quando salvou a vida de seu amigo Lázaro; no celebre episódio que ficou conhecido como: "A ressuscitação de Lázaro."
                       Desde então, as organizações religiosas dogmáticas, passaram a abominar o sentido de ressurgimento do Espírito; alegando que, a alma jamais poderia voltar no mesmo corpo novamente.
                      Isto está absolutamente claro! Pois  seria a total violação das Leis estabelecidas pelo próprio Criador.
                     "Nada se cria, tudo se transforma;" há 219 anos, Lavoisier já afirmara.
                      Por outro lado, o próprio Cristo explicou o fenômeno da encarnação ou ressuscitação, citado por João em seu Evangelho, chamado: "Jesus instrui a Nicodemos a respeito do novo nascimento."
                     "Havia entre os fariseus um homem, chamado Nicodemos..." (João, 3:1-21).
                       O que poderia criar esta reação negativa a respeito da reencarnação, senão  o pavor instintivo e o constrangimento obrigatório?
                       É inegável o sofrimento causado pela separação, de alguém que muito amamos. No entanto, a chamada morte não nos destrói; ela é a passagem para uma nova vida do Espírito, que cumpriu bem ou mau, sua estadia no corpo de carne.
                      Corpo este que, foi o templo de evolução para o Espírito compromissado com a Lei de Deus; por ter no passado, usado equivocadamente a sua capacidade de arbitrar.
                      O próprio Cristo emocionou-se diante do sepulcro de Lázaro.
                      No entanto, prometeu a Marta, irmã de seu amigo, que ele ressuscitaria.
                      Lázaro voltou para uma nova vida! Totalmente renovado, em sua maneira de pensar e agir; muito diferente daquela que tinha antes.
                      Todo cristão sabe que, Jesus tem o poder de nos renovar; se abrirmos o coração para a boa semente que o Mestre semeou, através dos seus ensinamentos.
                      Haverá sempre ressurreição vitoriosa e sublime no plano material e nas dimensões infinitas.
                      Tanto o Espírito mais recalcitrante, quanto o mais nobres deles, terão as mesmas oportunidades de evolução, em direção a luz da vida eterna.
                      "Nenhuma ovelha se perderá." Disse o Mestre. (João, 6:39).
                       Jesus continua a se sensibilizar por todos nós, ao atravessarmos para outra dimensão.
                       Devemos considerar a "morte," como processo renovador do Espírito; preparando para a nossa volta na carne, através de um novo corpo; que será formado pelos gens, fornecidos pelo pai e pela mãe.
                      Espermatozoide e óvulo, se unirão! E assim, renasceremos em uma nova vida, em outro corpo; com novo DNA.
                      Quando perdemos temporariamente a companhia de alguém muito querido, lembremos das palavras de Jesus. A pequena família de Betânia, é o símbolo da imensa família terrestre.
                     Olhai, vigiai, orai.
 
Paz para a Terra.
                     
                     
                    

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