quinta-feira, 28 de novembro de 2024

FALAR CONTRA O ESPÍRITO. (P - 1) Mat. 12:31-37 e Marc. 3:28-30

                               Esta é sem dúvida, uma das passagens mais polêmicas, ensinada pelos Cristo de Deus; inclusive - segundo C. T. Pastorino - até mesmo Santo Agostinho, preferiu abster-se em discuti-la entre seus pares; pois sabia ele que não iam entendê-lo, preferindo apresentar a respeito, seis explicações, as quais chamou de: Pecado contra o "Espírito Santo": 1- Impenitência final; 2 - desespero; 3 - obstinação no mal; 4 - combate consciente a verdade; 5 - presunção; 6 - inveja. 

                                  Em vista disso, não queremos também, dar um ponto final na questão; somente apresentar um estudo a respeito desse ensinamento tão precioso. 

                            Jesus sempre referiu-se a erros e blasfêmias; errar o alvo ou desviar-se das retas veredas. O mesmo que a dificuldade de desvincular-se da matéria, prendendo-se ao deserto das sensações puramente materialistas, desejos; dentre outras tantas mazelas morais e psíquicas. Isso é visto também, perder-se nos desvaneios do Ego adâmico; este como um "mau" porteiro, deixando passar - as sombras do nosso submundo - para então, tentar apagar a nossa chama divina. 

                           A "blasfêmia" era a palavra que não devia sair da boca de ninguém que estivesse em sintonia com o Bem Maior. Porém, foi difícil mantê-la reclusa. Principalmente em meio a lobos, em pele de cordeiro.  Uma palavra - para não ser lembrada - de quando foi necessário ser pronunciada. Palavra que soava como uma denúncia e um alerta; quando algo sagrado estava sendo violado. 

                          Tal como - quando o tabernáculo dos Santo dos santos - foi barbaramente violado, pelos assírios; ao sacrificar porco, aos seus "deuses" de pedra; dentro do segundo templo, do Deus único em Jerusalém. Os pagãos invasores, cometeram a blasfêmia, em colocar seus ídolos, também dentro do templo. 

                         Ouve -se o grito de: Blasfêmia!!! Saído do coração e da boca; do Sumo sacerdote Matatias Macabeu. Que em um átimo de desespero e ódio, sacando da espada, matou o sacerdote pagão ali mesmo, diante da estátua do "deus" Moloc. Iniciando assim a revolta dos Macabeus. Naturalmente que o Mestre jamais concordaria com tal atitude. 

                       Em Marcos temos: "Por isso digo-vos: Todo erro e má palavra será relevada aos homens; mas a má palavra do Espírito não será relevada. E aquele que ensinar contra o Filho do homem, isso lhe será relevado; mas o que disser contra o Espírito Santo não lhe será relevado, nem nesse ciclo e nem no vindouro". 

                      Está claro o que quis dizer, no primeiro versículo! Ou seja, "todo erro ou blasfêmia" será relevado aos homens; mas! A BLASFÊMIA DO ESPÍRITO NÃO SERÁ RELEVADA. "Relevar" ou "perdoar". Assim fica, no primeiro versículo: "Todo "erro e "Blasfêmia" será relevada aos "homens". 

                      No segundo versículo temos: A BLASFÊMIA DO ESPÍRITO, NÃO SERÁ RELEVADA. OU A BLASFÊMIA CONTRA O ESPÍRITO. Concluindo! Todo "erro" e as "blasfêmias" dos homens, ou seja, da PERSONA, SERÁ RELEVADA. Porém, se procedem da ESSÊNCIA DO SPÍRITO, NÃO PODERÁ SER RELEVADA. 

                     Há uma separação! Os erros mais comuns - tais como os mais leves e transitórios - característicos de uma única reencarnação - esses podem ser relevados; pois não estão fixos na psique espiritual; ficando na terra e sendo reciclados por ela. Não acompanham o Espírito quando partir. 

                     No entanto - as ações que procedem da essência Espiritual - vinculadas e em sintonia, com o mal - do pai da mentira e da enganação, provocando alterações e fixações mentais e espirituais, que irão acompanhar o Espírito prejudicado, e que certamente irão influenciar nas próximas reencarnações daqueles que foram prejudicados. Quer sejam a nível individual ou coletivo, NÃO PODERÁ SER RELEVADA. Lei imutável do criador. "PAGAMENTO ATÉ O ÚLTIMO CEITIL". 

                             Exemplos: O grupo dos deportados denominados "Cains". Seus crimes, não foram relevados porque agiram contra as instruções do Deus Único. Ou crime contra o Espírito Santo. Mesmo tendo sidos instruídos na questão espiritual, e as consequências do Bem ou do Mal; mesmo assim, optaram em ouvir as blasfêmias, do "deus" antropomórfico; pai da enganação e das mentiras. (Gênesis, 4:1-8)

                             Outro exemplo: Ninrode - descendente da estirpe de "Can" - grupo de deportados, da linhagem dos "Cains". Ninrode odiava o Deus Único! Culpando o "Santo dos santos" pela morte de sua estirpe no Dilúvio salutar. Assim - na tentativa em apagar - na memória dos homens, o Gen psíquico DO SENHOR, SUBSTITUINDO PELO gen psíquico do "deus" antropomórfico; através de seu "Centro cultural" ou a chamada Torre de Babel.

                            Ninrode, foi a antítese de Abraão! Este semeou pelo mundo conhecido na época, o Gen psíquico do Deus Único e Verdadeiro; aquele, tentou apagar esse Gen, com as más sementes do pai da enganação e da mentira. (Gênesis, 10:6-9 e 10)

Fim do (P 1)

CONTINUA. 

                      

                        

                            

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