terça-feira, 28 de junho de 2022

OS INFERNOS.

                              A  história das religiões relata-nos a existência de variadas zonas de expiações denominadas infernos; onde as almas após a morte corporal, eram levadas a sofrer suplícios infinitos, dos mais atormentados possíveis. 

                             No hinduísmo, acreditavam que os suplícios eram causados por serpentes, pancadas, objetos cortantes; e o castigo em uma reencarnação, como insetos; por exemplo, uma barata. 

                             Na china, eram submetidos a torturas até não aguentarem; como uma segunda morte por exemplo. 

                             No Egito, na Grécia, todos povos antigos apresentavam um panteão de locais, onde as almas - infligindo as leis dos variados "deuses" - eram submetidas a castigos inimagináveis e infinitos. 

                            Atém mesmo os judeus - acreditando no Deus único - também tinham um inferno expiatório, em suas crenças depois da chamada morte. Também no inferno da crença dos Israelitas - não ficava por menos - no quesito sofrimento interminável. 

                            Não poderíamos deixar de mencionar, as zonas expiatórias das modernas Organizações religiosas profissionais, do ramo cristão. A romana, acredita que o suplício seja eterno e sem perdão; para aquelas almas condenadas. As chamadas protestantes, pregam que, as almas permanecem adormecidas até a hora do juízo final; para as merecedoras, a felicidade no céu e para as outras, o inferno eterno. 

                           Na Doutrina espírita, acreditamos que o sofrimento após o desencarne do Espírito, é proporcional a culpa na consciência - visto que a Lei Divina está escrita na consciência de cada ser humano - de acordo com o tempo que persistir esta culpa, até a saturação; onde pedirá ajuda e será imediatamente socorrido pelos mensageiros do Bem e reconduzidos a postos de socorro no plano espiritual, especializados para tal. 

                          Não podemos olvidar também, dos nossos inferninhos e muito menos dos diabretes mantidos junto a nós - pela Lei de afinidades - ao fazermos o que eles sugerem, levando-nos à práticas dos desejos e satisfação dos sentidos - na maioria das vezes menos dignos - aviltando a própria consciência e infligindo as leis humanas e  Divinas. 

                          Por isso mesmo é de bom alvitre, sempre olharmos para o espelho da alma, aferindo pensamentos e atitudes, observando nossas ações e tomarmos uma atitude séria; extinguindo os infernos particulares - criados por nós - aprendendo a servir, antes mesmo de sermos servidos. Praticando o bem, a caridade, a humildade, a tolerância e desenvolvendo a paciência para com os ignorantes e necessitados. Uma vez que seremos os únicos responsáveis pela própria reeducação e redenção espiritual. 

                        Olhemos, vigiemos e oremos; mantendo sempre a sintonia com o Bem Maior; para que não ocorra-nos coisas piores, se mantivermos uma sintonia menos boa. 

                        Disse Jesus: "O Reino de Deus está dentro de vós." 

                        Com todo respeito a Jesus, podemos declarar que: o inferno também está. 

Muita Paz.



                           

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