FALSO AMIGO.
22- Quem pisca o olho trama algo mau, quem o vê afasta-se dele;
23- em tua presença a boca dele é melosa, admira tuas palavras; depois mudando a linguagem e procura caçar-te em tuas palavras.
24- Muitas coisas detesto, mas nenhuma como a ele, pois o próprio Senhor o detesta.
Agora, o autor relata-nos através deste pequeno estrofe, o que ele pensa dos falsos amigos. Este tipo de gente é mais comum do que podemos imaginar. As vezes - que não percebemos a "boca melosa" no dizer do autor - e deixamo-nos enganar por estes astuciosos. Para tanto, lembremos da máxima do Cristo a respeito do verdadeiro cristão diante do mundo:
"Primeiro a erva, depois a espiga e, por último, o grão cheio na espiga." (Marcos, 4:28)
A elevação espiritual, não é conquista fácil; por isso mesmo, todos que aspiram-na terão que caminhar rumo a Porta Estreita. Enquanto a criatura vive adorando a Mamon, ninguém presta atenção em suas atitudes. Porém, se ela decide dar novo rumo à sua vida - nos moldes ensinados pelo Evangelho - logo atrairá a curiosidade de muitos outros que também vivem pelo materialismo.
Se antes vivia no ostracismo, o neófito do amor, agora é uma atração que chama atenção. Em seus menores gestos e atitudes é observado. Assim, esta pequena semente que ainda permanece na espiga, de uma hora para outra, é alvo de cobranças - como se já fosse dotado de grande elevação espiritual - nas obras celestiais.
Ainda possui o peso atômico moral do aprendiz na seara bendita e mesmo assim, sofre cobranças como se possuísse asas de anjo diante da miséria humana. A maioria desanimada de tantas exigências, retorna às antigas atitudes onde permaneceu sempre no ostracismo e não pode ser notada e nem julgada em suas ações. A maioria dos julgadores olvidam que, para alçarmos os voos mais altos da evolução espiritual, temos primeiro que desvincularmo-nos das antigas aspirações materialistas a qual estávamos em sintonia. Isto demanda um certo tempo de lutas acerbas a vencer.
Dentro do materialismo que lhe é próprio, os homens não compreendem que esta vinculação maléfica, levou séculos para fincar suas raízes; por isso mesmo, a desvinculação não é tarefa fácil e muito menos, processa-se de uma hora para outra. Exige do novo discípulo, boa dose de sacrifício, vontade, força de vontade e persistência; fé raciocinada, confiança e esperança no SENHOR DA VIDA. É dever do cristão cultivar os princípios evangélicos ouvindo sempre o Mestre: PRIMEIRO A ERVA, DEPOIS A ESPIGA E, POR ÚLTIMO, O GRÃO CHEIO NA ESPIGA.
Muita Paz.
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