CULTO E JUSTIÇA.
34 1- Sacrifícios de posses injustas são impuros, nem são aceitos os dons dos iníquos;
2- o Altíssimo não aceita ofertas de ímpios nem perdoa-lhes os pecados por seus muitos sacrifícios;
3- é sacrificar um filho diante de seu pai tirar dos pobres para oferecer sacrifícios.
4- O pão da esmola é vida do pobre, quem negar falta com a caridade;
5- mata seu próximo quem tira-lhe o sustento, quem não paga o justo salário derrama sangue.
6- Um constrói e outro derruba; que proveito tira além de mais trabalho?
7- Um reza e outro amaldiçoa, a quem o Senhor escutará?
8- Alguém purifica-se do contato com cadáver e volta a tocá-lo de que adianta-lhe tomar banho?
9- Assim, quem jejua por seus pecados e depois volta a pecar, quem escutará sua súplica? De que lhe servirá sua mortificação?
Nestes versículos o autor aponta com a sutileza e simbolismos próprios da sua cultura, as personas da mente humana. Na Terra existem várias sociedades de homens, cada qual com suas etnias e características culturais. Porém, nenhuma destas diferentes sociedades, diferem quanto as concupiscências. A mecânica da maldade são as mesmas em qualquer parte do mundo onde existem seres humanos. Também os tiranos sanguinolentos, são praticamente idênticos uns aos outros, em sua sanha destrutiva e opressora.
Desde priscas eras, os seres humanos dedicaram-se ao jejum de alimentos para penitenciar-se pelos pecados cometidos, achando que somente pela mortificação do corpo estariam livres de suas maléficas atitudes; esquecendo que, aquilo que habita no coração, comanda suas ações, seja para o bem ou para o mal. Sendo assim o verdadeiro jejum é o das iniquidades. Este sim purifica sentimentos, tornando-nos aptos a levar nossa oferta ao altar; como ensinou Jesus:
"Portanto, se trouxeres tua oferta ao altar e aí te lembrastes de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa ali diante do altar a tua oferta, e vai reconciliar-te primeiro com teu irmão, e depois vem, e apresenta tua oferta." (Mateus, 5:23-24)
O altar em questão é a consciência de cada ser humano - onde está escrita a Lei de Deus - portanto, se existir culpa na consciência, jamais teremos paz; pois ela é o nosso juiz. Somente depois de quitarmos nossa dívida perante a Lei Divina é que estaremos em paz com nossa consciência. Daí a pergunta: Qual o verdadeiro jejum?
Muita Paz.
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