27- Cova profunda é a mulher desonesta, poço profundo é a prostituta;
28- fica de tocaia como um salteador provocando traições entre os homens.
29- Para quem os ais?
Para quem os gemidos?
Para quem as rixas?
Para quem os lamentos?
Para quem os golpes sem motivo?
Para quem os olhos turvos?
30- Para quem embriaga-se com o vinho, indo provando bebidas.
31- Não olhes o vinho quando avermelha-se e lança centelhas na taça;
32- deslizando suavemente e mordendo como cobra, picando como uma víbora.
33- Teus olhos verão maravilhas, sua mente imaginará absurdos;
34- estarás como quem deita-se em alto mar ou estando na ponta de um mastro.
35- Espancaram-me e não doeu; sacudiram-me e eu nada senti; quando acordar pedirei mais.
Concluindo o capítulo "23" Salomão menciona às mulheres que optaram pelos prazeres do sexo, devido as circunstâncias e necessidades; não cabendo a nós, nenhum julgamento que cada uma delas fizer com o próprio corpo. Lembrando apenas que, "prostituição" não é somente a "venda" do corpo; existindo também a venda da PRÓPRIA ALMA, quando a criatura torna-se CORRUPTA, em qualquer atividade a qual dedicar-se.
A seguir, em sua sabedoria, Salomão analisa os prazeres da carne, proporcionadas pelos vícios. Os quais levam o homem a sofrer na própria alma, as suas consequências desagradáveis e prejudiciais, no dizer do rei, os "Ais". Vícios estes que, não são necessariamente provocados pelo álcool; mas também pela nossa psique desorientada, quer seja por influência de pessoas ou por entidades malignas, e ainda pelos nossos reflexos condicionados de vidas passadas.
Enfocando no vício do vinho, Salomão aponta as consequências funestas de uma embriaguez irresponsável, que a princípio, como todas as drogas, leva a mente dos incautos a um efêmero "paraíso" que, em pouco tempo torna-se um grande inferno. Culminando em uma escravidão que na maioria das vezes, leva uma vida inteira, e se a criatura não cuidar-se, até mesmo a próxima.
Fim.
Muita Paz.
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