segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021

LIVRO DOS SALMOS.

 78 (continuação) 

26- FEZ SOPRAR O VENTO DO ORIENTE NOS CÉUS, E TROUXE O SUL COM A SUA FORÇA.

27- E choveu sobre eles carne como pó, e aves de asas como a areia do deserto. 

28- E as fez cair no meio da congregação, ao redor de suas tendas. 

29- Então comerão e se fartaram bem; pois lhes satisfez o desejo. 

30- Não refrearam o seu apetite. Ainda lhes estava a comida na boca,

31- quando a ira de Deus desceu sobre eles, matando os mais fortes deles, e feriu os escolhidos de Israel. 

32- Mesmo assim ainda pecavam, e não deram crédito as maravilhas do Senhor.

33- Pelo que consumiu os seus dias na vaidade e seus anos na angustia. 

34- Pondo-os à morte, procuraram Deus, e voltaram; e de madrugada buscavam Deus. 

35- E lembravam que Deus era sua rocha, e seu redentor. 

36- Porém lisonjeavam-no com a boca, e com a língua mentiam à Deus. 

37- Pois o coração deles não era reto e não foram fiéis a Deus. 

38- Mas Deus que é misericordioso, perdoou suas iniquidades e não os destruiu; antes muitas vezes desviou deles a sua cólera, não deixou despertar toda sua ira contra eles. 

39- POIS LEMBROU QUE ERAM CARNE, UM VENTO QUE PASSA E NÃO VOLTA.

                    

                              Nos versículos de "26 a 39" o Salmista  continua relatando toda a iniquidade daquele povo rebelde e indisciplinado, fruto de sua estadia como escravos no Egito, durante quatro séculos. Agora a revolta, era pela falta de carne, depois de reclamar de  somente comer o maná que lhes garantia sustento, para não desfalecer de fome e morrer. 

                             Não agradecendo a misericórdia de Deus, que lhes dava segundo o merecimento de cada um deles. Não era somente a indisciplina; mas principalmente o Ego sombrio e a língua ferina, que destilava veneno qual víbora peçonhenta, que escondia nas areias do deserto esperando a ora de atacar, com seu veneno mortal. 

                             Nunca agradeciam! Quando abriam a boca, era somente para reclamar ou requisitar alguma coisa que lhes faltavam. Agiam como se tivessem todos os direitos e nenhum dever a cumprir; como se fossem as vítimas do universo. Exigiam de Deus, como se o Criador estivesse a disposição deles, para satisfazer seus desejos mais sórdidos e obscuros. 

                            E nos tempos atuais, a humanidade continua agindo como se fossem todos, "senhores" de seu destino. Ainda não compreenderam que não estão na matéria para gozar e ter prazer na vida, para sempre. Ajuntando bens que a traça come, pensando que depois da morte, poderão leva-los junto. Olvidam que, somente os bens morais e intelectuais, é que nos acompanharão para a vida espiritual, se cumprirmos a vontade de Deus. 

CONTINUA.

Muita Paz.

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