89 (conclusão)
45- Abreviastes os dias da sua mocidade; cobrindo-o de vergonha.
46- Até quando Senhor? Esconderás para sempre? Arderá a sua ira como fogo?
47- Lembra-te que os meus dias são breves; por que criarias então, todos os filhos dos homens?
48- Que homem há, que viva, e não veja a morte? Ou que livra sua alma do poder do mundo invisível?
49- Senhor, onde estão as suas antigas benignidades, que juras a David pela sua verdade?
50- Lembra-te, Senhor, do opróbrio dos seus servos; e de como trago no meu peito o escárnio de todos os povos poderosos.
51- Com o qual, Senhor, os seus inimigos têm difamado, e também difamado as pisadas do seu ungido.
52- Bendito seja o Senhor para sempre. Amém, Amém.
Continuando com seu clamor, mas numa condição de vítima, David faz algumas perguntas, do por que , de tantas adversidades ocorridas durante seu reinado e em sua família. No entanto, esquece que todo acontecimento, positivo ou negativo, é de inteira responsabilidade do Espírito reencarnado. David, ainda não havia conquistado a condição de Espírito iluminado, caso contrário, não teria cometido os erros que cometeu e nem teria se considerado vítima das circunstâncias, que ele mesmo contribuiu para acontecer.
Assim ainda é o ser humano, sempre se colocando na condição de vítima do universo; olvidando que somos Espíritos em evolução infinita, e não marionetes, controladas por um Ente supremo. O livre arbítrio, é o maior legado do Criador à criatura. Quando nós utilizamos nossa capacidade de arbitrar, para o bem, estaremos cumprindo a vontade de Deus; se usamos esta capacidade para satisfação dos sentidos, estamos violando a Lei Imutável do Criador. Então, teremos que arcar com as consequências. No último versículo, o Salmista eleva seu pensamento ao Criador, em um reconhecimento de sua grandeza incomparável. Amém, Amém.
Muita Paz.
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