"E, indo um pouco mais para diante, prostrou-se sobre o seu rosto, orando e dizendo: Meu Pai, se é possível, afasta de mim este cálice; todavia, não seja como eu quero, mas como TU queres." (Mateus, 26:39).
Muitos não entendem, porque Jesus pronunciou estas palavras, quando estava próximo o seu martírio.
Na verdade, o Mestre estava orando um dos Salmos de David; mais precisamente o de número (39:10).
Devido as várias traduções do Novo Testamento, existem variações. Algumas traduções, traz: "Pai, afasta de mim este cálice"; outras temos: "Afasta de mim o teu açoite; fui vencido pelo golpe da tua mão."
No último versículo do mesmo Salmo temos: "Poupa-me, até que tome alento, antes que me vá, e não seja mais."
Estas são as traduções para o Português de João Ferreira de Almeida.
Já na Bíblia de Jerusalém, que foi uma tradução de La Bible de Jérusalem, edição de 1968, publicada sob a direção da "École biblique de Jérusalem".
Temos no último versículo: "Afasta de mim o teu olhar, para que eu respire, antes que eu me vá e não exista mais!"
Se o Cristo fez alguma adaptação, devido aqueles momentos de extrema amargura, não podemos afirmar.
O certo é que o Salvador do Mundo, estava deixando-nos uma grande lição de Amor, Coragem, Sacrifício, por toda a humanidade.
Os próprios discípulos que estavam com ELe naquele momento no Horto, não conseguiram vencer as suas próprias fraquezas, não atendendo aos apelos de Jesus, para que vigiassem e orassem; e assim não caindo em tentações.
Sempre que estivermos em situações difíceis, devemos lembrar do Cristo no Horto, na derradeira hora do seu Sacrifício (Sacrum Facere) ou seja, tornar sagrado o Seu Sacrifício.
O nosso sacrifício também se tornará sagrado, se for feito com coragem em nosso próprio benefício, nos tornando uma pessoa melhor, ou para o bem e amor ao próximo.
Muita Paz.
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