quinta-feira, 11 de julho de 2013

PAI NOSSO.

"Pai nosso..." (Mateus, 6:9).
                  
                
                 A prece que aproximou o Creador da criatura.
                 Na primeira revelação (Antigo Testamento), Deus, estava muito distante dos humanos. As rogativas enviadas a Jeová, eram feitas com a cabeça baixa. Era temido pelas criaturas.
                 O Mestre, nos revelou o Deus, Soberanamente Bom, Justo, Creador de todas as coisas e de todos os seres, Pai de todos indistintamente.
                 Com a prece do "Pai Nosso", aproximou-nos do Creador, ensinando que, ao orar, voltaríamos para nós mesmos, erguendo a face e as mãos para o Céu, e faríamos a prece ensinada pelo Senhor. Agora, não mais com temor, mas, com profundo amor e respeito.
                Jesus, no início do Pai Nosso, mostra-nos os fundamentos no Creador, explicando que o Supremo Senhor da Vida, deve ser para nós, o princípio e a finalidade de todas as realizações.
                Necessário, manter sempre a Fé e Confiança no Pai, lembrando que nem uma folha cairá, sem a vontade de Deus.
                A magnânima Bondade Divina, orientará toda a nossa caminhada, mesmo o mais humilde esforço, no sentido de pensar e falar, ensinar e fazer.
                Continuando a explicação, o Cristo exalta a comunidade com um pronome possessivo.
                Lembrando que depois do Pai, a humanidade deverá ser o principal tema da nossa vida.
                Devemos fazer um esforço, para compreender todas as aflições, os males, e as lutas daqueles que nos cercam, ou ficaremos no egoísmo primitivista.
                De alguma maneira, somos responsáveis por todos os triunfos e fracassos que trazem luz ou escuridão ao planeta. As lágrimas derramadas por um determinado hemisfério, inundam o outro.
                A dor do vizinho é uma advertência para nossa casa.
                Os erros do próximo, são também nossos, pois, os fundamentos são os mesmos. Compomos uma sociedade cheia de defeitos, cuja base é o materialismo e a busca da ilusória felicidade adquirida pela força da moeda.
                Tudo isso, gera uma sociedade perigosa e sintonizada com o mal. Assim, tragédias e deslizes dos outros afetam nosso íntimo.
                Portanto, ao entendermos essa estranha realidade, o "império do eu", incorpora-se como célula bendita à vida santificada.
                Sem o amor a Deus e as criaturas, a nossa oração será vã.
                "Pai nosso"... - disse o Mestre no começo.
                "Pai de todos os Universos"... - Nosso Mundo...
                Sem a devida sintonia aos propósitos de Deus, na humilde tarefa que nos foi permitido realizar, nossa prece será apenas um mantra de palavras ocas e sem conteúdo, repetindo o "eu quero", carregado de desejos, mas sempre vazio de amor e justiça.
                 
Muita Paz.
                

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