"...e o homem mau, do mau tesouro do seu coração tira o mal, porque da abundância do seu coração fala a boca." (Lucas, 6:45).
Deus de bondade imensurável! Compadece-TE de mim, que TE falo da Terra, do modo como converso com os homens. Eu sei que TU me conheces mais que os outros, mais que eu mesma, porém, o impulso de TE pedir é mais forte que o silêncio e mais impetuoso que os instintos que passam por mim. Eu sou, de certa forma, uma escrava que a mente usa sem piedade, para alimentar o corpo e para os seres humanos se entenderem: eu sou a boca!
Quantas palavras, Senhor, pronuncio sem querer, pois o hábito ipnotizou meus recursos de dicção, e falo por vezes sem sentir...
Deus! Permita que eu possa melhorar! Sempre, no percurso do dia, falo o que não quero, e o que quero não falo. Por que isso, meu Pai? Eu preciso melhorar eu quero melhorar...
Eu sou a boca, posso ser a TUa boca no mundo, servindo de instrumento para a TUa voz, aliviando enfermos, consolando os tristes e estimulando a esperança em todos que me ouvirem, mas, para isso, preciso de TI. Que a TUa ajuda clareie o meu falar, abençoando minha mente, de maneira que ela desentulhe os pensamentos inferiores, fazendo desaparecer as idéias maléficas.
Eu sou uma das bocas do mundo, que ainda não suporta a disciplina de modo violento, e sempre procura esquecer a educação no momento que mais precisa desse amparo celestial. Não sei o que ocorre comigo... Sou sempre fraca, construo castelos de corrigendas todos os dias e, todos os dias, falo assuntos que não deveria falar. Depois, arrependo-me, todavia, tardiamente, pois já falei.
Não quero mentir para o Senhor, como também não adianta, porque tudo sabes antes, agora e depois. Estou um pouco envergonhada diante de TI, porque li em voz sonante todas essas mensagens, discorrendo sobre a disciplina da palavra e a educação da voz, e parece que nada fiz no corte das arestas germinadas nos meus lábios.
Uma coisa eu sei, meu Deus: quero melhorar, quero servir-TE! Não posso dizer que sou ignorante diante do que já aprendi neste livro, e, se a minha vontade for fraca, irei pedir a Jesus, já que não tenho forças para corrigir-me, que feche meus lábios... Serei uma boca fechada, até aprender a conversar corretamente com a vida. Assim seja.
Este texto, foi extraído do Livro: "Horizontes da Fala". Ditado pelo Espírito Miramez, e psicografado por João Nunes Maia.
O referido livro, fala-nos da grande urgência em educarmos a nossa língua. Este orgão, bem pode nos consagrar, quando a empregamos em nome do bem, como pode nos levar direto para o abismo.
A palavra, quando usada para a instrução elevada é poderoso instrumento no auxílio daqueles que ainda vacilam diante dos percalços da vida.
Quantas e quantas vezes, já contaminamos nossa boca pelo mau uso desse importante orgão para nossa comunicação! Por isso, recomendo a leitura dessa obra, para todos que querem educar-se para Bem Falar.
Muita Paz.
quinta-feira, 16 de maio de 2013
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