quarta-feira, 11 de julho de 2012

No Caminho De Emaús.

"E, começando por Moisés, e por todos os profetas, explicava-lhes o que dele se achava em todas as escrituras." (Lucas, 24:27).
                  
                      
                   A tarde já começava a dar os primeiros sinais, e os dois homens iam pelo caminho de Emaús, a comentar os últimos acontecimentos em Jerusalém. Um tanto de frustração estava visível em suas faces suadas e coberta pelo pó da estrada.
                   Eis que em dado momento, surge alguém como que saído do nada e junta-se aos dois homens. Porém, seus olhos estavam como que nublados, de maneira que não o conhecessem. Jesus, sem se identificar, quis saber sobre o que eles tanto comentavam, que fato importante era aquele.
                   Os dois discípulos, embora estranhando a desinformação daquele estranho viajante, lhe disseram tudo nos seus mínimos detalhes.
                    Um deles, parou de caminhar, deu um longo suspiro e exclamou com voz sentida: "O Mestre era a nossa última esperança de liberdade! Nós esperávamos que fosse Ele o que remisse Israel; e já é hoje o terceiro dia, desde que essas coisas aconteceram!"
                     Após ouvi-los, Jesus olhando-os com ternura começou a falar das escrituras, começando por Moisés e os profetas,  explicando que tudo aquilo fora um processo evolutivo, que se iniciara com Abraão.
                      Mostrou-lhes, que a maioria dos profetas falara de Jesus como redentor, que viria, não como um conquistador a frente de legiões de soldados, mas como um humilde carpinteiro. Chegando ao mundo, sua primeira habitação fora uma mangedora. Porém, com seu imenso Amor e sabedoria, soube iluminar os caminhos de toda a humanidade. A sua doutrina era o caminho para a libertação.
                      Foi então que os olhos dos dois viajantes se abriram, e eles puderam vislumbrar pela última vez a amorosa face de Jesus. Com  os olhos molhados pelas lágrimas caíram de joelhos diante do Salvador, que vencera a morte e estava ali mais uma vez diante deles a instrui-los, como sempre fizera.
                      Com um sorriso, Jesus desapareceu-lhes.
O que ficou, foi uma paz que aqueles dois jamais sentira em toda a vida.
              
Muita Paz.
            


                   
                     
                    

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