CANAÃ, BABEL E A TECNOLOGIA: A REPETIÇÃO DO MESMO ERRO ARCÁICO.
A queda de Canaã, não encerra um ciclo; ela inaugura um padrão recorrente, da história humana. O erro cananeu, a tentativa de matematizar a alma e controlar o destino coletivo, por meio de sistemas fechados, não desapareceu desde então. Ele apenas mudou de linguagem. Na modernidade, denomina-se: "Reengenharia Social".
BABEL: A INCUBADORA DO FUTURO PROJETO CANANEU.
Se, Canaã, representa o laboratório simbólico, Babel, foi a industrialização do erro. Na chamada "Torre de Babel" - que na verdade era para ter sido um centro cultural, onde o "nome de Deus" seria varrido da face da Terra - esta era a intenção de Ninrode - aquela humanidade, não tentou apenas construir um edifício; tentaram construir UM SISTEMA TOTAL! ONDE:
. a linguagem seria única (pensamento único);
. o método é universal (padronização);
. o objetivo real, não era "tocar o céu"; e sim, transformar mentes e corações, para evitar
trilhar, os caminhos que conduziriam ao Criador (fazer a vontade de Deus). AQUELA
CONSTRUÇÃO, SERIA UM CENTRO DE "REENGENHARIA SOCIAL".
"Façamos para nós um nome; tornando célebre o nosso nome e evitar a dispersão pela Terra". (Gênesis, 11:4)
Aqui, o nome substitui o Espírito! A identidade coletiva, suplantaria a consciência individual. É o mesmo princípio - que mais tarde, direcionaria Canaã; agora mais amplo: O sagrado não é mais adorado, é conquistado. A CONFUSÃO DAS LÍNGUAS, NÃO FORA PUNIÇÃO E SIM, MISERICÓRDIA. Deus, fragmenta o sistema, para a salvação da liberdade espiritual.
A TECNOLOGIA MODERNA: CANAÃ COM CIRCUITOS.
O mundo contemporâneo, repete Babel, com precisão alarmante! Na atualidade, a promessa não é mais, "TOCAR O CÉU"; mas:
. prever o comportamento humano;
. reprogramar a sociedade;
. corrigir o homem pela reengenharia social, genética ou algoritmos.
A Tecnologia Moderna, herda diretamente a matriz cananeia:
. o humano reduzido a dados;
. a consciência substituída por estatísticas;
. a ética dissolvida em eficiência.
Quando tudo é mensurável, nada é sagrado. Quando tudo é previsível, a liberdade é incômoda. Essa lógica, não necessita de "deuses antropomórficos"; ela cria deuses sistêmicos:
. o mercado;
. o estado;
. o algoritmo;
. a ideologia.
São ídolos invisíveis, porém, mais exigentes que Baal.
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