Mateus,12:1-8
Os discípulos de João - aquele que batizava - juntamente com os fariseus, decidem procurar Jesus, para protestar, pelo fato de seus discípulos - juntamente com o próprio Mestre - não jejuavam; comiam e bebiam, como fazia toda gente.
Como Jesus não perdia nenhuma oportunidade, em esclarecer os ignorantes, disse-lhes - através de uma figura de linguagem:
"Pode jejuar ou ficar triste, os convidados do casamento, enquanto o noivo estiver com eles? Durante a festa, não podem jejuar. Porém, dias virão, em que o noivo lhes será tirado; e então, nesses dias terão que jejuar".
Jejus, referia-se, da alegria de os homens, terem recebido o livramento - pela Misericórdia de Deus - de ter entre eles, o Redentor. Que veio ao mundo, para salvar o que estivera perdido. Mas, depois que - os mesmos convidados das bodas - crucificar a Luz que veio ao mundo, porque vincularam-se ao "deus" antropomórfico, neste dia, terão que fazer um jejum forçado! Pelas próprias atitudes equivocadas e vinculadas ao mal.
Propôs também Jesus, uma parábola:
"Ninguém costura remendo de pano novo, em roupa velha; pois o remendo novo, podendo encolher, repuxa a roupa velha, e o rasgão será maior ainda; também, o remendo novo, não irá combinar com a roupa velha.
E, ninguém porá vinho novo em odres velhos; caso contrário, o vinho fará arrebentar os odres; derramando e sendo perdido os odres. Coloca-se, antes, vinho novo em odres novos para que ambos se conservem. E, ninguém há que, bebendo vinho velho, queira logo beber do novo; pois diz: O velho é melhor".
Aqui, o Mestre explica as questões naturais, da resistência em aceitar novas ideias. Pois, estando presos aos tradicionalismos, nem mesmo procuram saber, como e porque, Jesus apareceu entre os judeus e começou a pregar algo novo, para todos, tais como: Perdão dos inimigos e amá-los; além de não julgar a ninguém.
Ficavam indignados! Quando Jesus declarou que ele era o Messias prometido. Na cabeça equivocada deles, o Messias viria acompanhado, de um exército de Anjos e guerrear ao lado dele. Ao contrário, o Messias verdadeiro, veio de uma aldeota pobre - acompanhado de pescadores humildes - calçando sandálias e vestindo-se simplesmente, como a maioria dos judeus.
Porém, grande parte dos homens, ainda não compreenderam que - referindo-se ao jejum - o Mestre do Amor Universal, falava de JEJUM DE CONCUPISCÊNCIAS; e não do alimento - que naquela época - já era escasso para a maioria das pessoas. Ao cumprirem rigidamente este dogma, muitos iriam desfalecer; devido alimentarem-se parcamente, no seu dia-dia.
A gula! Esta sim é condenável. Porém - para aqueles que pouco tem para alimentar-se - obrigando-os a jejuarem, é diabólico! Para não dizer também, um verdadeiro sadismo. Façam jejum da carne - aqueles que muito possuem - porém, não olvidando, do JEJUM DE TODAS AS MAZELAS MORAIS; que porventura ainda abrigam em suas mentes e corações.
Muita Paz.
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