terça-feira, 12 de março de 2019

FÍSICA UNIVERSAL.

O JEJUM.
             
(Mateus, 9:14-17).
                   
14- Depois foram a eles os discípulos de João, dizendo: "porque nós e os fariseus jejuamos, mas os seus discípulos não jejuam?"
     
15- Respondeu Jesus: "Podem estar tristes os convidados do casamento, enquanto o esposo está com eles? Dias virão em que lhes será tirado o esposo; e nesse dia jejuarão.
                   
16- Ninguém põe remendo de pano novo em manto velho. Porque o remendo repuxa parte do manto, e fica maior o rasgão.
             
16- Nem se põe vinho novo em odres velhos; porque arrebentam os odres e derrama  o vinho e estraga os odres; mas vinho novo é posto em odres novos, e ambos conservam.
                            
(Marcos, 2:18-22).
                       
18- Os discípulos de João Batista e os fariseus estavam jejuando. E eles foram perguntar: "Por que jejuam os discípulos de João Batista e os dos fariseus, mas os  seus discípulos não jejuam?"
               
19- Respondeu Jesus: "Podem jejuar os convidados do casamento, enquanto o esposo está com eles? Durante o tempo em que estiver com eles o esposo, não podem jejuar."
        
20- Dias virão, em que lhes será tirado o esposo, então nestes dias jejuarão.
          
21- Ninguém costura remendo novo em manto velho. Porque o remendo novo repuxa o pano velho, e o rasgão fica maior.
        
22- E ninguém põe vinho novo em odres velhos; pois o vinho fará arrebentar os odres e derramar o vinho; e também perde-se os odres; ao invés, vinho novo é posto em odres novos."
              
(Lucas, 5:33-39).
            
33- Disseram-lhes eles: "Os discípulos de João jejuam frequentemente e fazem orações ; assim também os discípulos dos fariseus; mas os seus comem e bebem."
         
34- Disse-lhes Jesus: "Podem fazer jejuar os convidados do casamento, enquanto o esposo está com eles?"
        
35- Dias virão, em que lhes será tirado o esposo. Então, nesses dias jejuarão.
          
36- Jejus contou uma Parábola: "Ninguém tira remendo de manto novo, e põe em manto velho; senão rasgará o velho; e o remendo novo não combinará com o velho."
     
37- Ninguém põe vinho novo em odres velhos; para que o novo não arrebente o velho; e ele derrame e estraga os odres velhos.
        
38- Ao invés, vinho novo deve posto em odres novos.
    
39- Ninguém que já bebeu o vinho velho, ao ver o novo, dirá: "O velho é melhor."
                  
                     Durante o banquete, Jesus é abordado por discípulos de João Batista, que eram adeptos das antigas e rígidas tradições. Eles estranham o fato dos discípulos de Jesus, não estarem jejuando e sim, comendo bebendo e o que era pior; estavam alegres e rindo.
                      Alegaram que até os discípulos dos fariseus, faziam orações e também jejuavam.
                       Por que então, toda aquela comida, aquele vinho e aquela alegria; se era tempo de jejuar?
                        A narrativa de Marcos, nos mostra o contraste das atitudes dos discípulos de Jesus, e os joanitas (discípulos de João) e fariseus.
                        Entre a alegria de estar no banquete com Jesus; e o jejum e a tristeza dos discípulos de João e dos fariseus. A formalidade e o rigor da lei.
                        Jesus não estava afrontando nenhuma lei!
                        Em (Zacarias, 8:19), este profeta disse que, deveriam ser abolidas estes costumes ortodoxos. Apesar de serem praticadas por aqueles mais tradicionalistas.
                         Então, Jesus responde com uma comparação; um simbolismo. Cita como exemplo, uma festa de casamento: Como podem os convidados do noivo, jejuar, não participar da festa, se o noivo está entre eles?
                         Principalmente os discípulos de João Batista; quando o próprio João havia comparado Jesus a um "Esposo."
                        E ele João, se considerava amigo do esposo. (João, 3:29).
                        O Antigo Testamento também disse que o "Esposo" do povo judeu era YHWH. (Jeremias, 2:2; Oseias, 1:3).
                        Conforme escreveu (Isaías, 53:8) "Haverá um tempo em que o esposo será arrebatado da Terra."
                         Depois, Jesus se torna mais enfático. "Ninguém remenda pano velho, com pano novo, sem ter molhado este pano novo. Pra que o novo, não rasgue o velho, ao encolher."
                         Jesus faz também uma comparação, de como deve guardar o vinho.
                         Se colocar vinho novo em "odres" velhos, este vinho novo, romperá o odre velho.
                          Este 'Odre" era feito de Pele de animal; principalmente de Bode. E era fechada com uma fivela de osso.
                          Estes odres, transportavam também, água, leite coalhado e óleo.
                          Com o tempo de uso, estes odres, ficavam velhos e frágeis. Porque eram constantemente transportados em todas as viagens.
                          Com o desgaste natural da pele do odre, podia romper-se; com o vinho novo.
                          Tudo isso é um simbolismo!
                          Para muitos, era difícil aceitar ideias e atitudes novas; como aquelas trazidas por Jesus. Eram demasiadamente ortodoxos! Tanto os fariseus como os joanitas.
                         Assim o candidato a discípulo de Jesus, teria que se livrar de todo aquele tradicionalismo rígido; para adotar em seu coração a Boa Nova do Messias.
                         Importantes ensinamentos existe, nas entrelinhas destas narrativas dos evangelistas: Mateus, Marcos e Lucas.
                         Os fariseus, representavam uma classe de religiosos sectaristas, ortodoxos e que jamais admitiam mudanças em suas tradições. Para eles, Jesus era um inimigo perigoso a ser destruído.
                        Os discípulos de João Batista, apesar de tradicionalistas, não tinham ódio em seus corações, porque foram instruídos pelo seu mestre.
                        "Arrependei-vos!" Dizia João Batista.
                          Tinham um pouco de esclarecimento, mas pouco arrependimento ou transformação íntima.
                          Ainda se preocupavam com coisas exteriores: Tais como o jejum e o sentimento de tristeza. Como se isso bastasse para uma transformação dos sentimentos. Ainda estavam vinculados ao materialismo.
                         Também eram adeptos de ritualismo; como o óleo que derramavam na cabeça, deixando que escorresse pela barba; para depois, jogar cinza na cabeça e não comer determinados alimentos. Ou seja; aparentar grandes penitentes.
                         Não haverá nenhuma tristeza, para todos que já despertaram o Cristo Interno. Pelo contrário! Haverá muita alegria, por tão importante conquista.
                         Lembremos de Tereza de Ávila.
                         Porém, quando o Noivo (Jesus) estiver ausente em nossos corações, o sentimento é de grande tristeza. Haverá perda de apetite e grande depressão.
                         Esta é uma fase triste para aqueles que não querem fazer despertar em seu sentimento o Cristo interno. Preferem viver no "atrito inútil;" a fazer um esforço e acreditar que: Somente o Cristo Salva e alivia todas as dores. (físicas e morais).
                        É uma profunda interpretação.
                      
                         O homem renovado, não pode viver com as atitudes do homem velho. Porque já renovou sentimentos e atitudes. Aqueles que se habituaram com velhas atitudes e pensamentos, não aceitará, novas ideias e novos hábitos.
                        É como o "pano novo" no pano velho". Ambos não combinam. Quando alguém acostumado com hábitos tradicionalistas, diz aceitar novas atitudes, fazem somente superficialmente.
                        Falam, mas não praticam o que sai de sua boca. Consideram-se os donos da verdade; a vaidade e o orgulho dominam suas atitudes e pensamento.
                         Para adaptar-se ao Novo; a Boa Nova de Jesus, tem que haver absoluta renovação interior. Libertando-se de preconceitos e dogmatismos.
                         Temos que nos tornar um "Homem Renovado."
                          A maior dificuldade para esta mudança é que, quem está habituado com o "vinho velho" sempre recusa o vinho novo. Porque durante séculos, foi habituado à aceitar somente os dogmas e pragmatismos, tradicionalismos.
                         "Temos que ter alma de criança para entrar no Reino de Deus." (Lucas, 18:17).
 
Muita Paz.
                        
                       
                         
                         
                       
                       
                  
                       
                  
               

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