"Ele respondeu e disse-lhes: - Dai-lhes vós de comer..." (Marcos, 6:37).
Vendo Jesus aquela multidão que o seguira, disse aos discípulos para alimenta-los não somente com o pão que alimenta o corpo, mas, principalmente com o pão que alimenta o Espírito.
Assim, ensinava aos Apóstolos como instruir o próximo sem afetação e julgamentos de última hora; não disse para nenhum discípulo que recriminasse ninguém daquela multidão pela imprudência de uma jornada exaustiva, deixando de lado seus afazeres cotidianos.
Queria o Mestre, que os discípulos gravasse para sempre o exercício de servir ao próximo fraternalmente, orientando a todos nos princípios do Evangelho, repartindo em primeiro lugar o pão da vida, aquele que sacia a fome do Espírito, de paz, tranquilidade, esperança, incutindo o Amor e a Fé em seus corações. Logo a seguir viria o pão que alimenta a carne.
Estando a multidão extasiada com as palavras e a presença magnânima do Cristo, a fome tornou-se para todos apenas um detalhe.
Mesmo hoje, a multidão faminta da fome espiritual é bem maior do que a outra, faminta do alimento material.
São os que tem fome de luz, atacados pelos micróbios da incompreensão e da discórdia. Estes, geralmente buscam a saída efêmera dos prazeres puramente carnais, a ilusão da bebida e das drogas.
Aquele que almeja ajudar esta multidão "faminta", deve lembrar que no campo social, de nada adiantará espalhar o vírus da discórdia e da revolta; rebelião e desespero, trará mais sofrimento e atraso na evolução humana.
Conservemos a tranquilidade, alimentando o semelhante com o nosso exemplo no Bem e com a Boa Palavra.
Muita Paz.
sexta-feira, 10 de janeiro de 2014
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