segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Liberdade e Responsabilidade.

"Mas vede que essa liberdade não seja dalguma maneira escândalo para os fracos." (I Aos Coríntios, 8:9).
                     
                     
                    A criatura humana tem sua liberdade. Porém é responsável por todo seus atos, sejam eles bons ou menos bons. Para maiores esclarecimentos, vamos examinar alguns dos setores em que o homem aplica o seu livre-arbítrio.
                    POSSE - O homem é livre para acumular bens materiais, sendo o administrador de tudo que acumula. Se os administra com sabedoria, usando-os para ajudar o semelhante mais necessitado em forma de salário, terá o seu galardão quando voltar a pátria espiritual. Ao contrário, se utilizar da posse para prejudicar o semelhante ou para satisfazer o ego sedento de poder e prestígio político, "encontrará nas consequências disso a fieira de provações com que aprenderá a acender em si mesmo a luz da abnegação.
                    NEGÓCIO - O homem é livre para as transações comerciais, desde que não procure levar vantagem com a ignorância do seu semelhante, que talvez não possua a mesma experiência em negociar. Ou então, usa as suas habilidades para prejudicar a sua freguesia na qual deveria servir com o seu comércio honesto. Caso contrário, "encontrará nas consequências disso a fieira de provações com que aprenderá a acender em si mesmo a luz da retidão."
                   ESTUDO - O homem é livre para escrever e ampliar seus conhecimentos intelectuais, conquistando a posição de sábio, quando transmite seus conhecimentos em auxílio daqueles que não tenham a mesma facilidade. Mas, se colocar todo seu conhecimento em apoio do mal, em prejuízo daqueles que porventura absorveu suas malícias através de seus escritos ou pela sua própria boca, "encontrará nas consequências disso a fieira de provações com que aprenderá a acender em si mesmo a luz do discernimento."
                   TRABALHO - O homem é livre na realização da labuta diária, onde encontra o seu sustento e de sua família. E se o seu trabalho é feito em forma de prece, terá contribuído para o bem e o progresso da comunidade em que vive. Mas, se usa o seu trabalho para atingir seus objetivos obscuros, contaminando-o com atividades pertubadoras e infelizes, "encontrará nas consequências disso a fieira de provações com que aprenderá a acender em si mesmo a luz dos serviços aos semelhantes."
                   SEXO - O homem é livre para canalizar as energias sexuais na direção que preferir, sendo abençoado pelo Alto, quando trouxer "braços para terra" na forma de rebentos que educará dentro dos princípios da Luz do Evangelho. Poderá também direcionar as energias sexuais, na criação de obras de arte e na transmissão da cultura em benefício da população.
                   Por outro lado, se transforma as energias genésicas em dor, desequilíbrio ou angustia e desespero do semelhante, transformando-os em seus escravos  sentimentais quer seja no seio familiar ou no seu círculo de amigos e colegas, "encontrará nas consequências disso a fieira de provações com que aprenderá a acender em si mesmo a luz do amor puro."
                    O homem é livre até para recusar a reencarnação, porém colherá invariavelmente os frutos amargos dessa atitude perante a Lei Divina. Todos somos livres para desejar, fazer, adquirir, mas, somos também constrangidos a arcar com as consequências disso tudo.
                    Através da Doutrina dos Espíritos compreendemos que os princípios da Justiça Eterna, em todos os universos, não funcionam a base de paraíso e inferno, castigos e suplícios infindáveis. A Lei Divina é perfeita, por isso que é imutável. E em um de seus "Artigos", está escrito que o Espírito resgatará as suas faltas através da Benção da reencarnação, "em nós, conosco, junto de nós e por nós." Jesus, compreendendo que não pode haver direito sem obrigação e nem equilíbrio sem consciência tranquila, nos afirmou, "claro como a luz do sol": "Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará."
                   Este texto, foi inspirado na lição: "Livres, mas responsáveis." do livro: Encontro Marcado, pag. 160. de Emmanuel - psicografia de Francisco C. Xavier.
Muita Paz.
                    

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