"Então presumais vós mesmos dizendo: temos por pai a Abraão, porquê eu vos digo que mesmo destas pedras Deus pode suscitar filhos a Abraão." (João Batista, em Mateus:3:9)
Analisando essa passagem de João Batista em Mateus, quando foi abordado pelos fariseus e saduceus a respeito do batismo praticado por ele no rio Jordão como ele mesmo declarava, para a remissão dos pecados. Os orgulhosos doutores da lei mosaica não podiam admitir uma intromissão de ninguém que não fosse por eles autorizados a tal procedimento. Ainda mais em se tratando de uma pessoa desconhecida, saindo sabe-se lá de onde, trajando vestes de pele de camelo, proferindo impropérios contra as autoridades constituídas.
E se não bastasse, acusando o próprio rei Herodes de adultério. Respondendo a João Batista, os donos do poder religioso reivindicaram a autoridade como legítimos filhos de Abraão. A resposta de João Batista está em: ( Mateus: 3:9)
instruindo-os: para ser considerado filho de Abraão, não basta títulos e "ordenações humanas", como disse Jesus. É necessário a conquista desse direito, pela evolução do Espírito, que não é gratuita, e sim resultante do esforço constante e persistente de cada um dentro de um alto padrão moral e ético e, principalmente fraterno para com sigo e para com o semelhante.
João Batista, o ultimo profeta do antigo testamento, conhecedor profundo da Lei, o precursor escolhido por Jesus - que declarou a seus discípulos: "Dentre os nascidos de mulher, ninguém é maior que João Batista".
Foi pensando na evolução do PI (princípio inteligente) que o profeta disse: "mesmo destas pedras Deus pode suscitar filhos a Abraão". Nenhuma criatura chega aos píncaros da evolução, sem antes começar pela menor partícula (matéria quintessenciada) até materializar-se em um mineral (pedra), como instruiu João Batista.
Para que fique melhor explicado esta questão de "filhos de Abraão", vamos até o antigo testamento, mais precisamente no Gênesis. O filho de Abraão com Hagar (Ismael) não era filho da "promessa"e sim filho da "carne", como está demonstrado em Paulo aos romanos:(9:6a9). Ismael, foi fruto de um "capricho" de Sara, Gênesis: (16:1a15). Com Isaque muda tudo, pois o mesmo é o filho da "promessa", como está posto no Gênesis:(17:19,21)
Podemos ver também o sentido de tudo que João Batista disse representado em Paulo aos romanos:(9:10a33). Finalizando, Abraão teve outros filhos da "carne" quando casou novamente após a morte de Sara. Seu nome era Quetura, teve seis filhos com ela, todos filhos da "carne". Após dar-lhe presentes, despediu-a juntamente com os filhos para o Oriente, pois tudo que ele tinha, era de Isaque o seu filho da "promessa". Gênesis:(25:1a7)
conclusão: filho da "promessa", na linguagem do antigo testamento, são os abnegados trabalhadores enviados pelo Mestre, para a grande tarefa da preparação da sua vinda. Todos atingirão essa condição, pois toda criatura teve o mesmo princípio , desde o "átomo primitivo até o Arcanjo que também começou pelo átomo." Livro dos Espíritos, pergunta: 540.
Já os filhos da "carne", são representados pela grande maioria da humanidade, também chegarão em uma época no tempo e no espaço, a condição de Espíritos evoluídos, ou seja: filhos da"promessa" pelo esforço próprio e, principalmente quando saturados de sorver o fel da própria cuncupiscência, e não mais recusarem o remédio que vem de Jesus.
Muita Paz.
quarta-feira, 4 de maio de 2011
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